Justiça garante segurança e políticas públicas em terra indígena

Justiça determina segurança e oferta de serviços essenciais na terra indígena Alto Rio Guamá no Pará.

Justiça garante segurança e políticas públicas em terra indígena

A juíza federal Priscila Goulart Garrastazu Xavier acolheu integralmente os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) em uma ação civil pública para proteção da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará. A decisão inclui prazos para implantação de bases de segurança e oferta de políticas públicas essenciais.

A iniciativa surge após diligências que percorreram 450 km para avaliar a situação do território, onde a desocupação de invasores em 2023 foi concluída. No entanto, a terra ainda enfrenta desafios como insegurança, narcotráfico e falta de infraestrutura básica.

Implementação das bases de segurança

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)e a União devem construir duas bases operacionais em Tukumà’tyw e Waxa’i,Tyw dentro de 180 dias. Essas estruturas serão guarnecidas por, no mínimo, 16 agentes da Força Nacional divididos entre as duas.

  • Duração: 180 dias para construção
  • Força Nacional: 16 agentes no total

Controle de acesso

A decisão também exige a instalação de dois postos de controle com presença policial no Ramal do Livramento e no Ramal da Vila São Francisco. Este reforço deve ser feito em até 45 dias, visando bloquear as vias vulneráveis identificadas.

  • Instalação: 45 dias
  • Locais: Ramal do Livramento e Ramal da Vila São Francisco

Operações contra o narcotráfico

A cada seis meses, no mínimo, a União e o governo do Pará devem realizar operações coordenadas para erradicar plantios ilegais de entorpecentes e desarticular rotas criminosas dentro do território indígena.

  • Frequência: Mínimo a cada seis meses
  • Operação conjunta: União e governo do Pará

Reavivamento de estrada e infraestrutura

A recuperação da estrada vicinal interna, Transtembé, tem um prazo de 90 dias. Essa via permitirá o deslocamento seguro dos habitantes e fiscalização dos órgãos competentes, sem depender de estradas externas perigosas.

Além disso, devem ser estruturados serviços básicos em seis aldeias com um plano inicial em 90 dias e execução em 180 dias. Isso inclui moradias, abastecimento de água potável, saúde primária, e educação escolar.

  • Estrada Transtembé: 90 dias para recuperação
  • Serviços básicos: 90 dias para plano, 180 dias para execução

Programa Guardiões da Floresta

A Funai e a União têm 90 dias para estruturar o programa de vigilância indígena, assegurando treinamento e remuneração justa aos participantes do programa de vigilância comunitária.

  • Estruturação do programa: 90 dias
  • Assegurar treinamento e remuneração

Acompanhamento e fiscalização

Um comitê de acompanhamento foi criado para fiscalizar o cumprimento do cronograma e terá reuniões a cada 60 dias. Este grupo inclui representantes da Justiça Federal, MPF, e lideranças indígenas, entre outros.

  • Frequência das reuniões: A cada 60 dias
  • Participantes: Justiça Federal, MPF, lideranças indígenas

Com essas medidas, a decisão judicial visa promover segurança e bem-estar nas áreas desocupadas, garantindo a proteção dos direitos dos povos indígenas da região.

Leia também:


Justiça garante segurança e políticas públicas em terra indígena

Redação
Redação jornalística da Elias & Cury Advogados Associados.

Você pode gostar também

Leia outros artigos

Entenda a importância do Direito Ambiental

Entenda a importância do Direito Ambiental

Por • Publicado em 21 de junho de 2024

Saiba como o Direito Ambiental se tornou essencial na advocacia na proteção e legislação do meio ambiente no Brasil.

Leia mais
Município deve recuperar área de preservação poluída

Município deve recuperar área de preservação poluída

Por • Publicado em 17 de janeiro de 2025

Justiça determina que município recupere APP degradada por poluição, proteja nascentes e remova ocupações irregulares.

Leia mais
STJ reafirma competência da justiça federal em caso de barragem

STJ reafirma competência da justiça federal em caso de barragem

Por • Atualizado em 2 de abril de 2025

STJ reafirma que crimes ligados ao rompimento de barragem em Itabirito/MG devem ser julgados pela justiça federal.

Leia mais

Contato

Use os nossos canais de comunicações!

Telefone
+55 11 3771 3100

Endereço
R. Edward Joseph, 122,
CJ 34 – Morumbi – SP







    * Todos os campos são necessários.